Nutricionista e Fisiologista do Esporte

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Palestrante, Nutricionista Clinico Esportivo, Mestre em Ciência da Motricidade Humana,Graduado em Educação Física; ; Atualmente, Consultor Técnico da POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Treinador de Atividades de Ultra-Endurance; Pesquisador e Técnico da Associação Nacional de Desporto para Deficientes; Professor Conferencista - POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Experiência na Área de Fisiologia do Exercício e Nutrição Esportiva; com ênfase no Treinamento de Alto Rendimento, Treinamento personalizado e Emagrecimento.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A PROTEÍNA E OS ATLETAS MAIS VELHOS

              Os atletas master (40 anos ou mais) podem atingir níveis semelhantes de resistência à fadiga, massa muscular, força em relação a indivíduos mais jovens. Isso ajuda a retardar o aparecimento de muitos eventos adversos a saúde associados ao envelhecimento "normal". No entanto, apesar do impressionante alto nível de desempenho em atletas master, a deterioração músculo-esquelética permanece um pouco inevitável com o avanço da idade.



              Assim, considerações nutricionais para melhorar a velocidade de recuperação,  otimizar as adaptações de treinamento e, em última análise, melhorar ou manter o desempenho atlético, provavelmente diferirão entre atletas mestres e atletas mais jovens. 


           Uma visão geral das recomendações atuais de proteína para atletas é amplamente reconhecida que a proteína dietética tem uma gama de efeitos importantes para os atletas, incluindo aliviar a inflamação provocada pelo exercício, estimulando a síntese e acréscimo das proteínas musculares e potenciando a hipertrofia muscular, a força e o desempenho aeróbio.


 A maioria das evidências disponíveis sobre os efeitos ergogênicos da proteína dietética foi gerada a partir de estudos em atletas mais jovens e muito poucos envolvem atletas mais velhos.  

          As recomendações mais recentes para o suporte nutricional de proteínas para a hipertrofia e Suporte na Endurance variam um pouco. Porém superior a quantidade diária recomendada (RDA) de 0,8g/Kg proteína. 


É muito importante gerar uma distribuição adequada de proteína tanto na quantidade como na frequência, para maximizar a estimulação da síntese de proteínas musculares. Geralmente proteínas completas(por exemplo, soro, leite, carne bovina), ricas em aminoácidos essenciais, como a leucina, oferecem uma maior vantagem para estimular a síntese de proteínas musculares.

 Embora, proteínas de origem vegetal quando consumidas em maior quantidade ou a ingestão de uma combinação de diversas proteínas vegetais, pode fornecer um perfil de aminoácidos suficiente para otimizar a síntese proteica.  

   Será que a quantidade de proteínas difere para os atletas mais velhos(Master)? 


 A perda muscular relacionada à idade começa na quarta década de vida e é um presságio para a perda de força.

 Para mitigar esta deterioração musculoesquelética relacionada com a idade, recomenda-se que as ingestões diárias de proteínas sejam maiores para indivíduos mais velhos. (~ 50% acima do RDA atual). Esta posição é, em parte, baseada na evidência de que a ingestão de proteína para estimular a síntese de proteínas musculares requer maior ingestão relativa em indivíduos mais velhos.

 Assim, dado o requisito já elevado de proteína dietética para sustentar a manutenção da massa muscular em idade avançada, é intuitivo esperar que o requerimento nutricional de proteína para suportar a síntese de proteínas musculares no atleta em envelhecimento possa ser maior que os atletas mais jovens. 

 Grande abraço














Doering TM, Jenkins DG, Reaburn PR, Borges NR, Hohmann E, and Phillips SM. Lower Integrated Muscle Protein Synthesis in Masters Compared with Younger Athletes. Med Sci Sports Exerc 48: 1613-1618, 2016.

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