Nutricionista e Fisiologista do Esporte

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Profissional da Saúde - Palestrante, Mestre em Ciência da Motricidade Humana, Nutricionista Clinico Esportivo, Graduado em Educação Física; Professor Conferencista - Experiência na Área de Fisiologia do Exercício e Nutrição Esportiva; com ênfase no Treinamento de Alto Rendimento, Treinamento Personalizado e Emagrecimento. CBF

segunda-feira, 13 de março de 2017

A CITRULINA E A MELHORA NA ENDURANCE


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 Melhora da  Endurance

Já ouviu falar sobre  a melhora da capacidade de Endurance , pois é, a busca por técnicas e substancias para esta  melhora  vem sendo buscada  por diversos praticantes de atividades físicas. Vamos falar hoje sobre a Citrulina Malato.
Citrulina Malato:
É uma combinação do aminoácido não essencial (produzido pelo nosso corpo)   citrulina, com um sal ácido, o malato. Pode ser encontrada de forma natural em muitos alimentos, tais como a melancia, melão, e aqueles ricos em proteína.
 A citrulina malato tem sido utilizada para combater a fadiga, a fraqueza muscular.
L-Citrulina
Em um Artigo  publicado pelo  Appl. Physiol. Nutr. Metab. Mostra  que a ingestão do aminoácido citrulina aumenta o nível de arginina (aminoácido essencial,  precursor do óxido nítrico ( molécula de sinalização de processos fisiológicos  e desencadeante de diferentes reações), tais como:
·         Regulação do fluxo sanguíneo.

  •  Melhora do Suprimento de oxigênio.
  •  Melhora da captação de glicose.
  •  Aumenta a Recuperação e regeneração muscular.

A RELAÇÃO ENTRE A TESTOSTERONA E ATIVIDADES DE ENDURANCE

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 A RELAÇÃO ENTRE A TESTOSTERONA E ATIVIDADES DE ENDURANCE                          


                            Não é segredo que o treinamento de endurance pode levar a reduções de testosterona em homens. 

As teorias por trás da redução da testosterona durante o treinamento de Endurance anteriormente giravam em torno da perda de massa corporal, aumento dos níveis de Cortisol e alterações no Hormônio Luteinizante. No entanto, existem alguns debates em torno disto, e o mecanismo não é 100% claro.

A redução da testosterona pode ter um impacto ligeiramente negativo sobre a recuperação do treinamento e um grande impacto sobre a sua qualidade de vida. 

 A diminuição da testosterona parece estar correlacionada com a quantidade e a intensidade do treinamento. Em regra geral é, quanto mais tempo você treinar a cada semana, menor o seu nível de testosterona. Curiosamente, o treinamento de resistência (Musculação), como levantar pesos, elevam os níveis de testosterona, enquanto o treinamento de Endurance parece diminui a testosterona. 

Se eu puder lançar uma opinião completamente subjetiva baseada em minhas experiencias, direi que, há tipicamente uma razão, e essa razão chamasse especificidade de atividades, que geram sinais (reações endócrinas baseadas na maior ou menor produção da Testosterona) . No entanto, por agora devemos trabalhar com o corpo de evidência que temos, e que parece sugerir que menor testosterona afeta negativamente o desempenho. 


 A exposição a níveis mais elevados de duração crônica intensa e maior de treinamento de Endurance em uma base regular estão significativamente associados com uma diminuição do status de libido em homens. 

 Vamos prestar muita Atenção nas respostas advindas do nosso Corpo e CUIDADO com a Banalização das Distâncias nos Treinos  e Provas, fato que esta ocorrendo com muita frequência ok!!!!!!!!!!!!!! 



 (C) 2017 Colégio Americano de Medicina Esportiva

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

GORDURAS (ESTADO CETOGÊNICO) X CARBOIDRATOS: O QUE A CIÊNCIA DO ESPORTE DIZ?

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GORDURAS (ESTADO CETOGÊNICO) X CARBOIDRATOS: O QUE A CIÊNCIA DO ESPORTE DIZ?

                       Um estudo recente com corredores de elite mostrou que uma dieta cetogênica (rica em gordura) está associada com a capacidade de queimar altas taxas de gordura em altas intensidades de exercício; Contudo, a desvantagem é que a oxidação de lipídeos requer mais oxigênio, com isso, Ceto-atletas tornam-se menos eficientes e sentem-se mais fracos. Eles precisavam de mais oxigênio para se deslocar a uma determinada velocidade.


 Ao invés de eliminar totalmente os carboidratos, sugiro, que os "atletas" controlem a ingestão de carboidratos em determinados dias de treinamento específico, ciclos por semana para conquistar a tão sonhada vantagem metabólica de queima de gordura,  mas ainda treinar bem abastecido utilizando sua reservas de CHO (carboidratos) na maior parte do tempo para suportar exercícios de alta intensidade.

                     Para treinar com as reservas depletadas, "Atletas" poderiam, por exemplo, treinar forte à noite e limitar sua ingestão de carboidratos depois e em seguida, treinar novamente na manhã seguinte com estoques substratos energéticos baixos. 


 (IMPORTANTE: isso não é divertido!! Mas aumenta a resistência mental!) E desencadeia adaptações metabólicas benéficas que podem ajudar a melhorar o desempenho Desportivo. 



Stellingwerff T, L.L. Spriet, M.J, Watt, N.E. Kimber, M. Hargreaves, J.A. Hawley, and L.M. Burke. Decreased PDH Activation and Glycogenolysis During Exercise Following Fat Adaptation with Carbohydrate Restoration. American Journal of Physiology - Endocrinology and Metabolism. 290: E380-E388, 2006.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA -SPORTV- (ACLIMATAÇÃO DOS ATLETAS OLÍMPICOS)



           Aclimatação ou aclimatização: São termos usados para descrever o processo de um organismo, ajustar-se as mudanças de seu habitat, geralmente envolvendo temperatura ou clima. Isso pode ser algo bem discreto ou parte de um ciclo periódico, também serve para fazer a equipe se entrosar, criando um ambiente de união. 


         Altitude: 
          O treino na altitude para ser eficaz necessita que seja acompanhado pela aclimatação e por uma adequada periodização. Durante o processo inicial da aclimatação o volume, a intensidade e a freqüência nas sessões merecem ser baixas, mas conforme o atleta se adpata a menor pressão de oxigênio, a carga de treino deve ser elevada gradativamente. 

             Nessa fase inicial e durante o treino forte na altitude, o competidor precisa ser acompanhado regularmente por testes físicos, antropométricos, por avaliações da técnica esportiva e da tática. 

Geralmente, conforme melhora a adaptação do atleta ao meio hipóxico, os testes tendem sofrer um incremento.

 Outro acompanhamento indispensável na altitude, com o intuito de amenizar as perdas físicas do esportista, é o uso de um nutricionista para orientar os atletas.

EFEITO REVERSO DA ADMINISTRAÇÃO (ANTIOXIDANTES) COMBINADO COM A SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA NO OVERTRAINING

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             Efeito reverso da Administração (antioxidantes) combinado com suplementação de glutamina sobre a função de neutrófilos em condição de overtraining.


         Vários estudos destacam as espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ERONs) como importantes contribuintes na patogênese de numerosas doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão, aterosclerose e falência cardíaca. 
Tais espécies são moléculas altamente bioativas e com vida curta derivadas, principalmente, da redução do oxigênio molecular. O complexo enzimático da NADPH oxidase é a maior fonte dessas espécies reativas na vasculatura e tem sido freqüentemente utilizado para inibir as espécies reativas de oxigênio (ROS) mediadas pela produção enzimas flavonóides. 

Sob condições fisiológicas, a formação e eliminação destas substâncias aparecem balanceadas na parede vascular. Durante o desbalanço redox, entretanto, há um aumento na atividade da NADPH oxidase e predomínio de agentes pró-oxidantes, superando a capacidade de defesa orgânica antioxidante. Além disso, tal hiperatividade enzimática reduz a biodisponibilidade do óxido nítrico, crucial para a vasodilatação e a manutenção da função vascular normal. 

Apesar de a NADPH oxidase relacionar-se diretamente à disfunção endotelial, foi primeiramente descrita por sua expressão em fagócitos, onde sua atividade determina a eficácia dos mecanismos de defesa orgânica contra patógenos. 

              As sutis diferenças existentes entre as unidades estruturais das NADPH oxidases, a depender do tipo celular que as expressa, podem ter implicações terapêuticas, permitindo a inibição seletiva do desequilíbrio redox induzido pela NADPH oxidase, sem comprometer, entretanto, sua participação nas vias fisiológicas de sinalização celular que garantem a proteção contra microorganismos. Conclusão: O desenvolvimento de inibidores específicos de oxidases, baseado nas unidades Nox, pode fornecer ferramentas para elucidar os papéis destas enzimas experimentalmente. 

Também pode ser útil na reversão das condições de overtraining de diversos atletas, principalmente no que se refere à inibição enzimática seletiva com o intuito de reduzir o dano vascular decorrente da produção excessiva de ERONs sem, entretanto, comprometer o mecanismo de sinalização celular dependente das referidas espécies.

 Activação da NADPH-oxidase é responsável pela produção de superóxido, o que conduz a uma excessiva de ROS e está relacionada com a diminuição em função dos neutrófilos induzida por overtraining. 

A administração DPI combinado e suplementação de glutamina tem se mostrado eficiente na reversão na função dos neutrófilos diminuindo, após overtraining.

HMB

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          Recentes estudos vêm investigando um possível mecanismo através do qual o HMB pode estimular a síntese de proteínas.


 Por ser um metabolito da leucina, O HMB foi capaz de ativar a síntese de proteínas através de um mecanismo similar à leucina . Este aminiácido parece estimular a síntese de proteínas através da ativação de mammalian target of rapamysin (mTOR )uma proteína quináse relacionada a regular a síntese de proteínas ao nível de iniciação da tradução gênica .

 -O papel do HMB em atenuar a via Ub (Ubiquitina) - Ação na via-Ub – Ubiquitina-proteassoma proteolíticas: É uma via que utiliza muito ATP (energia) e quando acionada provocam processos catabólicos podendo levar a caquexia. Essa via m-TOR estimula a síntese proteica agindo diretamente no DNA celular. Geralmente a atividade da via-Ub é aumentada em condições de estresse intenso como câncer, fome, exercício físico etc. Não sabe-se a real ação do HMB nessa via, mas há estudos que comprovem que a suplementação de HMB ajuda a inibir a ativação dessa via.

 -Ação como precursor de HMG-CoA: O HmB é precursor do HMB-CoA redutase que é uma enzima responsável pela conversão do HMG-CoA em Ácido Mevalônico que é um substrato que dará origem ao colesterol. O Colesterol é um componente importante para a recuperação celular. Quando treinamos e danificamos as células musculares é necessário estabilizar o sarcolema – parte integrante do músculos, o colesterol ajuda nessa estabilização. A falta de colesterol na reparação muscular pode causar necrose (morte) das células musculares. 

 - Ação na via m-TOR: Essa via m-TOR estimula a síntese protéica agindo diretamente no DNA celular. O aumento intracelular da leucina promove ativação da m-TOR que inibe a autofagia e estimula a Transcrição, Translação do RNAm, Biossíntese dos ribossomos, Proliferação celular, Organização Citoesquelética, tudo para favorecer o crescimento celular igual ao estímulo de síntese de proteínas e consequentemente HIPERTROFIA MUSCULAR! 


 A suplementação de HMB é indicada para fornecer quLantidades necessárias de HMG-CoA para a síntese de colesterol e a subsequente reparação de membrana durante os períodos de estresse muscular aumentado. A principal propriedade do HMB é ser anti-catabólico. O que é muito importante segundo o ACSM – American College of Sports Medicine, relata que esta propriedade é o que garante o ganho de massa muscular. 

EPIGENÉTICA E AS NOSSAS ESCOLHAS

EPIGENÉTICA: AS NOSSAS ESCOLHAS

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                         Hoje falerei sobre epigenética, sobre herança genética e como isso influencia nos riscos de doenças que já estamos predispostos a contrair. 

Ao abordarmos o assunto sobre Epigenética vamos buscar um maior entendimento compreendendo as características das modificações de DNA que são estáveis ao longo de diversas divisões celulares, mas que não envolvem mudanças na sequência de DNA do organismo. 

                   Para compreender melhor isso, externarei o que é a herança epigenética. 

Ela basicamente envolve a transmissão de experiências ocorridas com os pais, para os filhos, das quais não ocorrem através do DNA. 

 Mediante os conceitos tradicionais da medicina, quando uma célula-ovo fecundada (embrião) é formado seu epigenoma, o qual é completamente apagado e reescrito com base nas informações que estão contidas em seu DNA. 

              Em alguns genes pode haver a exceção em que as marcas epigenéticas são mantidas e passadas de uma geração para a seguinte. O que isso quer dizer? Que essas mudanças epigenéticas desempenham um importante papel no processo de diferenciação celular, permitindo que as células mantenham características estáveis diferentes, apesar de igualarem no material genômico. como exemplo, um indivíduo carrega em seu genoma informações de diabetes e obesidade, caso ele leve uma vida sedentária e desrregrada, já sendo predisposto a desenvolver tais doenças elas se desenvolverão com muita facilidade. porém com o advento da Epigenética é possivel mudar os códigos ja inscritos no seu genoma e prevenir tudo o que ele possivelmente desenvolveria com relação a comorbidades predispostas. 

A importância de um estilo de vida saudável e a mudança no seu comportamento pode interferir no seu DNA, seja para o bem, seja para o mal, opte em ter uma atitude positiva e colha interferências positivas em meu DNA

IDADE BIOLÓGICA X CRONOLÓGICA

Idade biológica X idade cronológica 
idade cronológica x idade biológica


               A idade fisiológica necessariamente não aumenta um ano, ela pode acrescentar muito mais que isso, pois a idade biológica é diferente da idade física. 

 Nos dias atuais, nos deparamos com indivíduos que aparentam ter mais idade do que realmente têm e também o contrário, indivíduos com menos idade do que o real, levando nos a um questionamento em cima desses fatos. 

Uns envelhecem mais rápido e outros mais lentamente, dependendo da hereditariedade e do meio em que vivem. Idade biológica e idade cronológica não são iguais. . Em alguns momentos ouvimos relatos de doenças que tinham uma relação com a idade, como hipertensão arterial, derrame cerebral, infarto do miocárdio, entre outras, acontecerem em diferentes etapas da vida, podemos chegar à conclusão que a verdadeira idade de uma pessoa não é medida em números de anos transcorridos desde o nascimento (idade cronológica) e sim de uma idade interna. . 

Desta forma, tais doenças e também a saúde dependem mais da idade biológica do que da cronológica. A idade biológica está relacionada com o corpo e sua vulnerabilidade mediante a sinais críticos e seus processos celulares. 

 Com o passar do tempo a idade fisiológica necessariamente não aumenta um ano, ela pode acrescentar muito mais que isso, pois o tempo biológico é diferente do tempo físico. 

 Para alguns estudiosos o envelhecimento não é meramente o efeito acumulativo de doenças crônicas individuais e sim uma síndrome de identidade bioquímica e fisiológica, portanto passível de ser quantificada. .

                 A herança genética e a determinação da idade biológica. Até 50 anos atrás, a herança genética era preponderante na determinação de doenças futuras, pois as pessoas, mesmo de diferentes tipos de classes sociais, tinham um estilo de vida parecido, alimentavam-se e tinham o mesmo nível de grau em atividade física. 

                 Hoje, entretanto, as heranças genéticas não são mais do que 30% responsáveis pela determinação da idade biológica, e sim o estilo de vida, que corresponde a 60%. 

 É de suma importância o conhecimento do poder que cada um de nós tem em modular nossa expressão genética e otimizar nossas funções orgânicas, com isso retardar ao máximo o envelhecimento que nada mais é, que a perda progressiva de reserva funcional associada a maior incidência de processos patológicos. 

              Uma boa estratégia para alcançarmos a longevidade com uma plena capacidade funcional e muita vitalidade, é focar seus hábitos alimentares comendo com qualidade priorizando legumes, frutas e fibras, manter uma excelente hidratação

Seguindo na sua rotina, uma boa noite de sono, momento este de regeneração de várias células (REGENERAÇÃO DE DNA MITOCONDRIAL). Exposição ao Sol, ter muita atenção nas funções intestinais (cuidar da Microbiota Intestinal), preservando a absorção de Nutrientes. Realizar sempre atividades físicas. .

 “Quase todas as características associadas ao envelhecimento podem ser moduladas por fatores nutricionais, estilo de vida e ambientais”. (Bland. J. S. Phd).

O CÉREBRO E O DESEJO POR CALORIAS










O Cérebro e a Vontade por Calorias

 Pesquisa publicada na revista Nature Neuroscience demonstrou que a sensação de prazer proporcionada pelo consumo de doce e o valor calórico desse tipo de alimento evocam vias diferentes do cérebro e, por isso, ao ter que escolher entre comer algo com sabor desagradável, mas calórico, e um alimento mais palatável, porém sem calorias, alguns animais vertebrados podem fazer a primeira escolha, priorizando energia para assegurar sua sobrevivência. 


 Por meio de uma série de experimentos com camundongos, os pesquisadores identificaram que a sensação de prazer da ingestão e o valor calórico e nutricional dos alimentos evocam circuitos neuronais do estriado (uma região do sistema subcortical, no interior do cérebro, pertencente aos gânglios de base). A fim de identificar quais circuitos neuronais do estriado estão envolvidos na percepção específica do valor calórico dos alimentos, os pesquisadores realizaram um experimento para quantificar a liberação de dopamina na região do estriado de camundongos após serem expostos a substâncias doce com e sem caloria. 

 Para isso, os animais lambiam o bico de um bebedouro com adoçante e também recebiam doses de soluções contendo açúcar (D-glicose) ou um adoçante não calórico (sucralose), injetadas diretamente no estômago. 

 Os resultados indicaram que houve um aumento da liberação de dopamina. Em contrapartida, houve um aumento da liberação de dopamina na região do estriado dorsal somente quando a ingestão do adoçante foi acompanhada por infusão intragástrica de açúcar, o que sugere que os circuitos neuronais dessa região do cérebro são sensíveis seletivamente à caloria do alimento.

 Ou seja, apesar de o adoçante ser palatável, não houve um aumento da liberação de dopamina nessa região do cérebro dos animais quando foram expostos a esse alimento. De acordo com os autores, isso pode estar relacionado ao fato de que, ao contrário do açúcar, o adoçante não possui caloria, apesar de ser bastante doce e palatável. “Esses dados indicam que o açúcar recruta neurônios da via dopaminérgica ao estriado, que, em geral, priorizam a ingestão de caloria”, concluem os autores. “Isso sugere que é o desejo do cérebro por calorias, e não pelo sabor doce dos alimentos, que controlaria a necessidade e, em alguns casos, compulsão por substâncias doces”, afirmam.

CONGRESSO NACIONAL - CONEANE - CONHECENDO COMO FUNCIONA O PROCESSO DO EMAGRECIMENTO


                 DESINFLAMA BRASIL