Nutricionista e Fisiologista do Esporte

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Profissional da Saúde - Palestrante, Mestre em Ciência da Motricidade Humana, Nutricionista Clinico Esportivo, Graduado em Educação Física; Professor Conferencista - Experiência na Área de Fisiologia do Exercício e Nutrição Esportiva; com ênfase no Treinamento de Alto Rendimento, Treinamento Personalizado e Emagrecimento. CBF

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A Diabetes e as Atividades de Endurance

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Antes de você começar :



                Quando se trata de esportes, a gestão do diabetes é sempre a primeira prioridade. primeiramente, fale com seu médico de diabetes sobre uma bomba de insulina, monitor de glicose contínua (CGM) e avaliações médicas.
              Determine sua taxa segura da glicose no sangue para treinar e competir. Uma vez que você obteve a aprovação do seu médico, consulte um nutricionista especializado em esportes e cuidados com o diabetes. 
           Quando você começar Evite  a hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) é importante antes, durante e após o treinamento de Endurance. Se a taxa de glicose no sangue for de 70 a 100 mg / dl antes do exercício, recomenda-se um lanche que inclua 15 gramas de carboidratos.

             Para exercícios que durem mais de 60 minutos, carboidratos adicionais podem ser necessários para manter o nível de glicose no sangue dentro de um intervalo seguro. 

Ao iniciar os treinos e rotinas na Endurance, siga estas dicas:


  •        Verifique freqüentemente seu nível de glicose no sangue e fique na faixa de glicose no sangue que você e seu médico decidirem. Sempre carregue uma forma rapidamente absorvível de glicose - comprimidos de glicose, bebidas esportivas, géis ou barras energéticas - durante o treinamento.
  •       Treinar com um parceiro até que você gere uma autonomia, para evitar a hipoglicemia. 
  •     Use uma pulseira de alerta médico de identificação, ou qualquer etiqueta médica que ajude a alertar os paramédicos ou socorristas de sua diabetes e qualquer condição médica importante adicional que pode exigir atenção imediata ou especial. 
  •     Coma e beba antes, durante e após o exercício. Hiperglicemia é pior com a desidratação, e altos níveis de glicose no sangue pode ocasionar perda de água adicional. 
  •     Cor da urina deve ser amarela clara ao longo do dia. alimente se corretamente para gerar um controle ideal da glicose durante o treinamento.    
  •      Planeje refeições, lanches e bebidas para atender seus níveis de glicose no sangue e faça ajustes dependendo de como seu nível de glicose no sangue está respondendo ao seu treinamento.


   Consistente ingestão de carboidratos ao longo do dia é recomendada, inclua refeições bem equilibradas que incorporem fontes de qualidade de carboidratos, proteína magra e gordura saudável. 

Ajustes de medicamentos, incluindo doses de insulina, também podem ser necessários, mas isso deve ser feito sob a supervisão de seu médico.

 Dentro de 30 minutos após o exercício, um lanche de carboidratos pode ajudar a prevenir a hipoglicemia, embora o baixo nível de glicose no sangue pode ocorrer, mesmo horas após o exercício. 

Alimentar-se apos duas horas do fim da prática esportiva e continuar a verificar o seu nível de glicose no sangue de forma regular. 

 Estratégias de manutenção energética para portadores de diabetes em Esportes de Endurance são altamente individualizados.




Reviewed August 2016Christine Gerbstadt, MD, RD, is a former spokesperson for the Academy of Nutrition and Dietetics, author and board certified physician practicing at Walter Reed National Military Medical Center in Bethesda, MD.

Entrevista para TV GLOBO - Emagrecimento Saudavel Prof Rogerio 2017 0...

segunda-feira, 13 de março de 2017

A CITRULINA E A MELHORA NA ENDURANCE


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 Melhora da  Endurance

Já ouviu falar sobre  a melhora da capacidade de Endurance , pois é, a busca por técnicas e substancias para esta  melhora  vem sendo buscada  por diversos praticantes de atividades físicas. Vamos falar hoje sobre a Citrulina Malato.
Citrulina Malato:
É uma combinação do aminoácido não essencial (produzido pelo nosso corpo)   citrulina, com um sal ácido, o malato. Pode ser encontrada de forma natural em muitos alimentos, tais como a melancia, melão, e aqueles ricos em proteína.
 A citrulina malato tem sido utilizada para combater a fadiga, a fraqueza muscular.
L-Citrulina
Em um Artigo  publicado pelo  Appl. Physiol. Nutr. Metab. Mostra  que a ingestão do aminoácido citrulina aumenta o nível de arginina (aminoácido essencial,  precursor do óxido nítrico ( molécula de sinalização de processos fisiológicos  e desencadeante de diferentes reações), tais como:
·         Regulação do fluxo sanguíneo.

  •  Melhora do Suprimento de oxigênio.
  •  Melhora da captação de glicose.
  •  Aumenta a Recuperação e regeneração muscular.

A RELAÇÃO ENTRE A TESTOSTERONA E ATIVIDADES DE ENDURANCE

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 A RELAÇÃO ENTRE A TESTOSTERONA E ATIVIDADES DE ENDURANCE                          


                            Não é segredo que o treinamento de endurance pode levar a reduções de testosterona em homens. 

As teorias por trás da redução da testosterona durante o treinamento de Endurance anteriormente giravam em torno da perda de massa corporal, aumento dos níveis de Cortisol e alterações no Hormônio Luteinizante. No entanto, existem alguns debates em torno disto, e o mecanismo não é 100% claro.

A redução da testosterona pode ter um impacto ligeiramente negativo sobre a recuperação do treinamento e um grande impacto sobre a sua qualidade de vida. 

 A diminuição da testosterona parece estar correlacionada com a quantidade e a intensidade do treinamento. Em regra geral é, quanto mais tempo você treinar a cada semana, menor o seu nível de testosterona. Curiosamente, o treinamento de resistência (Musculação), como levantar pesos, elevam os níveis de testosterona, enquanto o treinamento de Endurance parece diminui a testosterona. 

Se eu puder lançar uma opinião completamente subjetiva baseada em minhas experiencias, direi que, há tipicamente uma razão, e essa razão chamasse especificidade de atividades, que geram sinais (reações endócrinas baseadas na maior ou menor produção da Testosterona) . No entanto, por agora devemos trabalhar com o corpo de evidência que temos, e que parece sugerir que menor testosterona afeta negativamente o desempenho. 


 A exposição a níveis mais elevados de duração crônica intensa e maior de treinamento de Endurance em uma base regular estão significativamente associados com uma diminuição do status de libido em homens. 

 Vamos prestar muita Atenção nas respostas advindas do nosso Corpo e CUIDADO com a Banalização das Distâncias nos Treinos  e Provas, fato que esta ocorrendo com muita frequência ok!!!!!!!!!!!!!! 



 (C) 2017 Colégio Americano de Medicina Esportiva

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

GORDURAS (ESTADO CETOGÊNICO) X CARBOIDRATOS: O QUE A CIÊNCIA DO ESPORTE DIZ?

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GORDURAS (ESTADO CETOGÊNICO) X CARBOIDRATOS: O QUE A CIÊNCIA DO ESPORTE DIZ?

                       Um estudo recente com corredores de elite mostrou que uma dieta cetogênica (rica em gordura) está associada com a capacidade de queimar altas taxas de gordura em altas intensidades de exercício; Contudo, a desvantagem é que a oxidação de lipídeos requer mais oxigênio, com isso, Ceto-atletas tornam-se menos eficientes e sentem-se mais fracos. Eles precisavam de mais oxigênio para se deslocar a uma determinada velocidade.


 Ao invés de eliminar totalmente os carboidratos, sugiro, que os "atletas" controlem a ingestão de carboidratos em determinados dias de treinamento específico, ciclos por semana para conquistar a tão sonhada vantagem metabólica de queima de gordura,  mas ainda treinar bem abastecido utilizando sua reservas de CHO (carboidratos) na maior parte do tempo para suportar exercícios de alta intensidade.

                     Para treinar com as reservas depletadas, "Atletas" poderiam, por exemplo, treinar forte à noite e limitar sua ingestão de carboidratos depois e em seguida, treinar novamente na manhã seguinte com estoques substratos energéticos baixos. 


 (IMPORTANTE: isso não é divertido!! Mas aumenta a resistência mental!) E desencadeia adaptações metabólicas benéficas que podem ajudar a melhorar o desempenho Desportivo. 



Stellingwerff T, L.L. Spriet, M.J, Watt, N.E. Kimber, M. Hargreaves, J.A. Hawley, and L.M. Burke. Decreased PDH Activation and Glycogenolysis During Exercise Following Fat Adaptation with Carbohydrate Restoration. American Journal of Physiology - Endocrinology and Metabolism. 290: E380-E388, 2006.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA -SPORTV- (ACLIMATAÇÃO DOS ATLETAS OLÍMPICOS)



           Aclimatação ou aclimatização: São termos usados para descrever o processo de um organismo, ajustar-se as mudanças de seu habitat, geralmente envolvendo temperatura ou clima. Isso pode ser algo bem discreto ou parte de um ciclo periódico, também serve para fazer a equipe se entrosar, criando um ambiente de união. 


         Altitude: 
          O treino na altitude para ser eficaz necessita que seja acompanhado pela aclimatação e por uma adequada periodização. Durante o processo inicial da aclimatação o volume, a intensidade e a freqüência nas sessões merecem ser baixas, mas conforme o atleta se adpata a menor pressão de oxigênio, a carga de treino deve ser elevada gradativamente. 

             Nessa fase inicial e durante o treino forte na altitude, o competidor precisa ser acompanhado regularmente por testes físicos, antropométricos, por avaliações da técnica esportiva e da tática. 

Geralmente, conforme melhora a adaptação do atleta ao meio hipóxico, os testes tendem sofrer um incremento.

 Outro acompanhamento indispensável na altitude, com o intuito de amenizar as perdas físicas do esportista, é o uso de um nutricionista para orientar os atletas.

EFEITO REVERSO DA ADMINISTRAÇÃO (ANTIOXIDANTES) COMBINADO COM A SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA NO OVERTRAINING

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             Efeito reverso da Administração (antioxidantes) combinado com suplementação de glutamina sobre a função de neutrófilos em condição de overtraining.


         Vários estudos destacam as espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ERONs) como importantes contribuintes na patogênese de numerosas doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão, aterosclerose e falência cardíaca. 
Tais espécies são moléculas altamente bioativas e com vida curta derivadas, principalmente, da redução do oxigênio molecular. O complexo enzimático da NADPH oxidase é a maior fonte dessas espécies reativas na vasculatura e tem sido freqüentemente utilizado para inibir as espécies reativas de oxigênio (ROS) mediadas pela produção enzimas flavonóides. 

Sob condições fisiológicas, a formação e eliminação destas substâncias aparecem balanceadas na parede vascular. Durante o desbalanço redox, entretanto, há um aumento na atividade da NADPH oxidase e predomínio de agentes pró-oxidantes, superando a capacidade de defesa orgânica antioxidante. Além disso, tal hiperatividade enzimática reduz a biodisponibilidade do óxido nítrico, crucial para a vasodilatação e a manutenção da função vascular normal. 

Apesar de a NADPH oxidase relacionar-se diretamente à disfunção endotelial, foi primeiramente descrita por sua expressão em fagócitos, onde sua atividade determina a eficácia dos mecanismos de defesa orgânica contra patógenos. 

              As sutis diferenças existentes entre as unidades estruturais das NADPH oxidases, a depender do tipo celular que as expressa, podem ter implicações terapêuticas, permitindo a inibição seletiva do desequilíbrio redox induzido pela NADPH oxidase, sem comprometer, entretanto, sua participação nas vias fisiológicas de sinalização celular que garantem a proteção contra microorganismos. Conclusão: O desenvolvimento de inibidores específicos de oxidases, baseado nas unidades Nox, pode fornecer ferramentas para elucidar os papéis destas enzimas experimentalmente. 

Também pode ser útil na reversão das condições de overtraining de diversos atletas, principalmente no que se refere à inibição enzimática seletiva com o intuito de reduzir o dano vascular decorrente da produção excessiva de ERONs sem, entretanto, comprometer o mecanismo de sinalização celular dependente das referidas espécies.

 Activação da NADPH-oxidase é responsável pela produção de superóxido, o que conduz a uma excessiva de ROS e está relacionada com a diminuição em função dos neutrófilos induzida por overtraining. 

A administração DPI combinado e suplementação de glutamina tem se mostrado eficiente na reversão na função dos neutrófilos diminuindo, após overtraining.

HMB

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          Recentes estudos vêm investigando um possível mecanismo através do qual o HMB pode estimular a síntese de proteínas.


 Por ser um metabolito da leucina, O HMB foi capaz de ativar a síntese de proteínas através de um mecanismo similar à leucina . Este aminiácido parece estimular a síntese de proteínas através da ativação de mammalian target of rapamysin (mTOR )uma proteína quináse relacionada a regular a síntese de proteínas ao nível de iniciação da tradução gênica .

 -O papel do HMB em atenuar a via Ub (Ubiquitina) - Ação na via-Ub – Ubiquitina-proteassoma proteolíticas: É uma via que utiliza muito ATP (energia) e quando acionada provocam processos catabólicos podendo levar a caquexia. Essa via m-TOR estimula a síntese proteica agindo diretamente no DNA celular. Geralmente a atividade da via-Ub é aumentada em condições de estresse intenso como câncer, fome, exercício físico etc. Não sabe-se a real ação do HMB nessa via, mas há estudos que comprovem que a suplementação de HMB ajuda a inibir a ativação dessa via.

 -Ação como precursor de HMG-CoA: O HmB é precursor do HMB-CoA redutase que é uma enzima responsável pela conversão do HMG-CoA em Ácido Mevalônico que é um substrato que dará origem ao colesterol. O Colesterol é um componente importante para a recuperação celular. Quando treinamos e danificamos as células musculares é necessário estabilizar o sarcolema – parte integrante do músculos, o colesterol ajuda nessa estabilização. A falta de colesterol na reparação muscular pode causar necrose (morte) das células musculares. 

 - Ação na via m-TOR: Essa via m-TOR estimula a síntese protéica agindo diretamente no DNA celular. O aumento intracelular da leucina promove ativação da m-TOR que inibe a autofagia e estimula a Transcrição, Translação do RNAm, Biossíntese dos ribossomos, Proliferação celular, Organização Citoesquelética, tudo para favorecer o crescimento celular igual ao estímulo de síntese de proteínas e consequentemente HIPERTROFIA MUSCULAR! 


 A suplementação de HMB é indicada para fornecer quLantidades necessárias de HMG-CoA para a síntese de colesterol e a subsequente reparação de membrana durante os períodos de estresse muscular aumentado. A principal propriedade do HMB é ser anti-catabólico. O que é muito importante segundo o ACSM – American College of Sports Medicine, relata que esta propriedade é o que garante o ganho de massa muscular. 

EPIGENÉTICA E AS NOSSAS ESCOLHAS

EPIGENÉTICA: AS NOSSAS ESCOLHAS

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                         Hoje falerei sobre epigenética, sobre herança genética e como isso influencia nos riscos de doenças que já estamos predispostos a contrair. 

Ao abordarmos o assunto sobre Epigenética vamos buscar um maior entendimento compreendendo as características das modificações de DNA que são estáveis ao longo de diversas divisões celulares, mas que não envolvem mudanças na sequência de DNA do organismo. 

                   Para compreender melhor isso, externarei o que é a herança epigenética. 

Ela basicamente envolve a transmissão de experiências ocorridas com os pais, para os filhos, das quais não ocorrem através do DNA. 

 Mediante os conceitos tradicionais da medicina, quando uma célula-ovo fecundada (embrião) é formado seu epigenoma, o qual é completamente apagado e reescrito com base nas informações que estão contidas em seu DNA. 

              Em alguns genes pode haver a exceção em que as marcas epigenéticas são mantidas e passadas de uma geração para a seguinte. O que isso quer dizer? Que essas mudanças epigenéticas desempenham um importante papel no processo de diferenciação celular, permitindo que as células mantenham características estáveis diferentes, apesar de igualarem no material genômico. como exemplo, um indivíduo carrega em seu genoma informações de diabetes e obesidade, caso ele leve uma vida sedentária e desrregrada, já sendo predisposto a desenvolver tais doenças elas se desenvolverão com muita facilidade. porém com o advento da Epigenética é possivel mudar os códigos ja inscritos no seu genoma e prevenir tudo o que ele possivelmente desenvolveria com relação a comorbidades predispostas. 

A importância de um estilo de vida saudável e a mudança no seu comportamento pode interferir no seu DNA, seja para o bem, seja para o mal, opte em ter uma atitude positiva e colha interferências positivas em meu DNA