Nutricionista e Fisiologista do Esporte

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Palestrante, Nutricionista Clinico Esportivo, Mestre em Ciência da Motricidade Humana,Graduado em Educação Física; ; Atualmente:Treinador de Atividades de Ultra-Endurance; Professor Conferencista - Experiência na Área de Fisiologia do Exercício e Nutrição Esportiva; com ênfase no Treinamento de Alto Rendimento, Treinamento personalizado e Emagrecimento. CBF

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O CÉREBRO E O DESEJO POR CALORIAS










O Cérebro e a Vontade por Calorias

 Pesquisa publicada na revista Nature Neuroscience demonstrou que a sensação de prazer proporcionada pelo consumo de doce e o valor calórico desse tipo de alimento evocam vias diferentes do cérebro e, por isso, ao ter que escolher entre comer algo com sabor desagradável, mas calórico, e um alimento mais palatável, porém sem calorias, alguns animais vertebrados podem fazer a primeira escolha, priorizando energia para assegurar sua sobrevivência. 


 Por meio de uma série de experimentos com camundongos, os pesquisadores identificaram que a sensação de prazer da ingestão e o valor calórico e nutricional dos alimentos evocam circuitos neuronais do estriado (uma região do sistema subcortical, no interior do cérebro, pertencente aos gânglios de base). A fim de identificar quais circuitos neuronais do estriado estão envolvidos na percepção específica do valor calórico dos alimentos, os pesquisadores realizaram um experimento para quantificar a liberação de dopamina na região do estriado de camundongos após serem expostos a substâncias doce com e sem caloria. 

 Para isso, os animais lambiam o bico de um bebedouro com adoçante e também recebiam doses de soluções contendo açúcar (D-glicose) ou um adoçante não calórico (sucralose), injetadas diretamente no estômago. 

 Os resultados indicaram que houve um aumento da liberação de dopamina. Em contrapartida, houve um aumento da liberação de dopamina na região do estriado dorsal somente quando a ingestão do adoçante foi acompanhada por infusão intragástrica de açúcar, o que sugere que os circuitos neuronais dessa região do cérebro são sensíveis seletivamente à caloria do alimento.

 Ou seja, apesar de o adoçante ser palatável, não houve um aumento da liberação de dopamina nessa região do cérebro dos animais quando foram expostos a esse alimento. De acordo com os autores, isso pode estar relacionado ao fato de que, ao contrário do açúcar, o adoçante não possui caloria, apesar de ser bastante doce e palatável. “Esses dados indicam que o açúcar recruta neurônios da via dopaminérgica ao estriado, que, em geral, priorizam a ingestão de caloria”, concluem os autores. “Isso sugere que é o desejo do cérebro por calorias, e não pelo sabor doce dos alimentos, que controlaria a necessidade e, em alguns casos, compulsão por substâncias doces”, afirmam.

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